Redação
A empresa WePink, fundada pela influenciadora Virginia Fonseca, acumula 120 mil reclamações em menos de dois anos, segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO). A marca é alvo de uma ação civil pública que aponta práticas como propaganda enganosa, falta de entrega de produtos e até censura nas redes sociais, com a exclusão de comentários críticos.
De acordo com o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, a ação foi protocolada na última quarta-feira (8) em conjunto com o Procon-GO. O órgão destaca que a estratégia de “flash sales” — ofertas relâmpago — teria criado um senso artificial de urgência, levando consumidores a compras impulsivas, muitas vezes motivadas pela confiança na imagem da influenciadora.
Entre as denúncias estão atrasos de até sete meses nas entregas, resistência no reembolso, atendimento automatizado e ineficiente, além da remoção de críticas nas redes sociais. O MP também aponta casos de cosméticos entregues com defeito ou diferentes do anunciado.
Segundo o órgão, só em 2025 já foram registradas 30 mil reclamações, enquanto em 2024 foram 90 mil, podendo chegar a 300 mil consumidores afetados, considerando os que não formalizaram queixas.
O promotor pediu que a Justiça determine a suspensão das lives de vendas até que a empresa regularize o atendimento e crie um canal de suporte humanizado, com respostas em até 24 horas. O MP solicita ainda multa de R$ 1 mil por consumidor lesado, além de indenização punitiva de R$ 5 milhões e compensações individuais.
A WePink já havia sido autuada pelo Procon no fim de setembro por não cumprir prazos de entrega. Em nota, o advogado da empresa, Felipe de Paula, afirmou que a empresa ainda não foi citada oficialmente e que não sofre mais com atrasos frequentes.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de influenciadores digitais ao associar sua imagem a produtos e marcas que alcançam milhões de seguidores nas redes sociais.
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